sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vídeo muito bom sobre a mulher na mídia!!


E a segunda parte:



Achei muito interessante a parte em que ela fala sobre como a objetificação da mulher (e dos negros, dos homossexuais...), sua desumanização é o primeiro passo para a violência contra ela. Sem falar na pornografização do sexo, a sexualização da violência e das crianças feitas na publicidade! Ou seja, não dá para ir a fundo na luta contra a violência contra a mulher sem discutir a mulher na mídia e nas propagandas...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PM e outros assuntos

Essa questão da PM no Campus da USP me levou a pensar em alternativas para o problema da segurança dentro do campus, que aparentemente é o motivo de estarem lá. Por ser mulher me sinto mais vulnerável por ter de andar sozinha à noite. Em um dos blogs de debate a respeito do assunto uma "mulher" me sugeriu sempre andar acompanhada, que é mais seguro que confiar nesses "truculentos" da PM. Fico em dúvida se foi uma mulher que falou, pois esta sugestão é típica de uma mente machista que nos vê como o "sexo frágil". Me deixa muitíssimo irritada pensar que por ser mulher não posso andar sozinha por aí como os homens, sempre dependo de alguém para me proteger. Onde está a minha autonomia??? Como posso pensar em política se antes tenho que elaborar todo um plano para ir e vir sem estar desacompanhada. Enfim, este é um outro assunto... Voltando, um dos problemas dizem que é a falta de iluminação. Como andarilha, não acredito que seja, pois mesmo numa rua iluminada, se esta for deserta a violência pode acontecer. Outro problema seria a ocupação. Mas quem vai querer ficar zanzando pelo campus à noite, se não for estritamente necessário? A população de fora da USP? Com certeza não... Uma solução seria proibir a entrada de ônibus e carros dentro do campus, assim todos os alunos necessariamente deveriam ocupar o espaço. Seria uma solução bem melhor que a PM na minha opinião. Mas quantas pessoas será que estão dispostas a abrir mão do conforto em prol de sua ideologia?? Acredito que não muitas... Um outro problema é que a maioria das pessoas não está preocupada com a violência contra a mulher, nem mesmo as próprias mulheres. Falo isso pois em 2002 houve uma onda de estupros na USP e nenhuma mobilização se quer aconteceu em prol do reforço da segurança lá dentro. Será que consideram o estupro um crime menor? Ou será que continuamos sendo menos importantes para a sociedade? Agora quando um rapaz, branco, com carro blindado, estudante da FEA morre, aí devemos passar a nos preocupar com a segurança. O que vejo é uma grande injustiça de todos os lados, todos pensando em seus próprios umbigos... tantos os estudantes contra quanto os a favor da PM... Pergunto, por que não lutar por uma nova segurança, por um projeto de lei que puna os policiais violentos etc, ao invés de lutar pela retirada deles?? Acredito que seja o caminho mais curto em vistas a autonomia da universidade, exatamente como a reitoria pensa, a PM é o caminho que dá menos trabalho para a garantia da segurança... Mas vamos continuar a repetir este padrão que criticamos tanto no governo? Por isso cada vez me decepciono mais com a luta estudantil...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

medo esquisito


Eu tenho uma coisa de ficar experimentando meus medos ou dores. Quando estou com um machucado, alguma parte dolorida do corpo, sem intencionar, tenho o costume de ficar apertando. Não acho mesmo que seja um pouco de masoquismo ou algo assim. Concluí que faço isso no sentido de "ver se ainda está doendo, se já está sarando" ou "tá vendo? tá doendo mesmo, não é imaginação minha. caramba, dói mesmo". Quando eu era criança e lavava roupa, havia um balde grande e azul escuro na minha casa. Se estava cheio de água, não dava pra ver o fundo do balde, pois ficava tudo escuro. O meu medo era colocar o braço lá dentro. Eu colocava e ficava ali observando que eu tinha mesmo medo daquilo, que minha mão estava lá no fundo infinito e "se aparecesse um jacaré aqui?" Não era um medo grande, mas se eu perdesse a concentração de que era um balde apenas, eu tirava o braço sem pensar. Medo do escuro também sempre existiu, mas esse é mais dolorido de enfrentar, pois se tento me concentrar no escuro, vai ficando pior rs Mas outro medo de que quero falar aqui é um fraquinho, mas bem incomum. No bairro da minha infância, há uma região de chácaras pro fundo da casa em que morei. Cheguei a andar naqueles caminhos, basicamente uma longa estrada de terra que conheci até a altura de uma instituição do Seicho-no-ie. Além dali eu me perguntava o que viria e queria que viesse uma cidade, um centro com muitas pessoas. Quando surgiu o google maps, fui lá ver o que havia a mais ao longo daquela estrada e até onde me levaria. Dei o maior zoom que podia e segui em frente, fui "andando andando" e de repente, da estrada, caí direto numa mata fechada e bem verde. Foi um medinho na hora. Um pequeno desespero de estar perdida ou sei lá o quê. Nem lembro o que fiz, se fechei a janela ou diminui o zoom, ou se fiquei observando o que estava sentindo. Só sei que até hoje, a fim de verificar meu pequeno medo, fico dando zoom em áreas verdes e áreas de água. Essas últimas são mais terríveis, nunca avancei em alto zoom pro meio do oceano e raras vezes deixei que a água ocupasse a tela inteira. Também ainda não tentei ver a Amazônia de perto. É um medo que consigo enfrentar, mas se estou distraída navegando e caio nessas áreas verdes ou do litoral, vou levando pequenos sustos. O último deles foi ontem. Resolvi ver como era o google earth. Abri o programa e vi a terra. Dei um clique em cima e veio aquele zoom incontrolável, meio 3D, direto da parte azul. Cerrei os olhos e fechei a tela. Fui postar no feice e mais tarde veio a ideia de pesquisar no google : medo google maps. O que encontrei foi isso:


Anyone else have this ultra weird phobia?

How do I even begin to explain this. Christ, here goes nothing... When I look at satellite photo's or Google Maps or something, and the satellite is focused over a large open area of water, I completely freak the fuck out. I don't mean that I get a soft chill and that's it, I mean I completely freak out and get scared shitless. If you find the name of a small island in the middle of an ocean and type it into Google Maps or Google Earth or something similar, it completely scares me looking at the water to the point where I start shaking and I close the page automatically.
It's not because of heights, if I look at a image of open ground such as a desert or a city, I'm fine. It's just something about looking at real satellite images of open water. I don't mind water, I love swimming and I am not afraid of water in general.
Oh fuck, I'm not alone am I?
http://forum.grasscity.com/general/752203-anyone-else-have-ultra-weird-phobia.html

Fobia a ver agua desde la altura!
Hola a todas! Realmente no sé de dónde provino este comportamiento en mí, pero no puedo ver agua en poca o gran cantidad desde la altura... Por ejemplo: Desde un avión, o mirando el mapa de Google Earth... uy no, es imposible que vea esa mapa satelital si hay agua en la imagen.
Es increíble pero cierto, y no sé por qué se dará. Soy una persona sociable, lo que se podría llamar "completamente normal", pero me pongo loca y me agarra pánico cuando veo agua desde mucha altura y no sé qué hacer!
http://foro.enfemenino.com/forum/f218/__f2218_f218-Fobia-a-ver-agua-desde-la-altura.html

Google earth, weird phobia?
Whenever I'm on google earth it makes me feel so sick and i feel very scared, Its ok when its zoomed in to all the houses, but when its going across the countries and looking at all the sea and all that its horribl. Does anyone have any idea why this could be?
Oh and please don't just say don't go on Google Earth because I have to because we use it loads at school.
http://uk.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091117084226AAZMLmP

Há outros textos também, embora poucos. E não encontrei nada em português, sou a pioneira do assunto no Brasil rs
Abaixo, cena de horror! Na verdade, a cena assim estática não, mas melhor não ver dando zoom nessa área. Não é medo de altura, acho que é do desconhecido ou da imensidão.





Planos

-aprender a dançar

-aprender a surfar

-mergulhar

-voltar a fazer teatro

-acampar

-aprender a tocar, de verdade, um instrumento

-escrever um livro

-andar a cavalo

-viajar, viajar, viajar, viajar, viajar

sábado, 8 de outubro de 2011

A história das histórias que não valem a pena ser contadas, que quase não interessam mesmo a quem as vive. A história das histórias que tentam acontecer, espremidas entre o trânsito e as 10 horas de trabalho diário. A história das histórias que acontecem em prédios altos e envidraçados, com iluminação fosforecente e climatizadas artificialmente.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ontem ele estava aqui indo e vindo, voando e pousando no meu teclado.

- Saí bichinho, eu preciso trabalhar, não tenho tempo.

Entrou embaixo das teclas. Saí daí, preciso escrever, não posso te esperar. Preciso digitar essas letras. Ainda está aí? Vê se saí, eu vou embora, já estou atrasada, não tenho tempo de te tirar do teclado. Nem sei como.

Eu não tinha tempo, mas ele, sim. Aquela era a hora de ir e vir, voar e pousar. Hoje, na mesa, suas asas. Delicadas, transparentes, duas gotas de ar feitas para voar por uma tarde inteira e nada mais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Impostos e impostores

Não tenho paciência para essas notícias sobre como pagamos muitos impostos no Brasil. Na última semana, com a divulgação dos novos números do “impostômetro” várias matérias foram veiculadas sobre isso, infelizmente todas iguais. As reportagens falam sobre como os impostos dos alimentos e produtos prejudicam, sobretudo, os mais pobres. E param por aí. Claro, porque os empresários interessados em difundir esses dados param por aí e poucos com poder de divulgação e questionamento parecem querer ir além.

É verdade que esses impostos prejudicam os mais pobres? Sim, mas abolir ou diminuir esses impostos também não trará prejuízos, principalmente para essas pessoas? Para equilibrar essa conta de forma justa e sustentável é necessário aumentar os impostos dos mais ricos, sobretaxar as grandes fortunas. Vamos também discutir isso na televisão?

Um dos problemas é que os impostos estão concentrados nos produtos de consumo. Segundo o Ipea, os 10% mais pobres gastam 33% da renda em impostos embutidos nos produtos, já que gastam neles a maior parte de sua renda, enquanto os mais ricos perdem só 22,7%, pois os impostos estão concentrados nos produtos de consumo, não no patrimônio ou na renda. Para reverter o quadro, porém, não basta diminuir os impostos dos produtos, precisamos aumentar os que incidem sobre a renda e o patrimônio. E mudar a distribuição atual: no Brasil, a alíquota máxima do imposto de renda, de 27,5%, é aplicada para rendas a partir de R$ 3.743,00. Ou seja, se o trabalhor@ ganha R$ 3.743,01 pagará 27,5% disso em impostos. Se sua renda for de R$ 10 mil, R$ 50 mil ou mais, também contribuirá com 27,5% de impostos. Legal, né? Fora a sonegação fiscal. A professora que está há 20 anos na rede pública, se especializou e trabalha em dois empregos para, com sorte, ter essa renda pagará o mesmo que um grande executivo. Com a diferença, que o imposto da professora já vem descontado na folha de pagamento, já o do executivo... sabe lá quanto ele vai declarar e quanto tira por fora.

A desigualdade também se repete entre os tributos das pequenas empresas e das médias e grandes. Mas quem mais reclama dos altos tributos?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu gosto cada dia mais dos animais:

http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/fotos/2011/08/os-bichos-sao-felizes.html

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Respiro

Acho que às vezes a gente só precisa de um tempo. Esse respiro pode não resolver nenhum problema, pode até evidenciar alguns deles, mas ajuda a ver as coisas do tamanho que elas são. Eu tive um "respiro" de bastante trabalho fora de São Paulo e foi a melhor surpresa que me aconteceu ultimamente. Longe do cotidiano, parece que fica mais fácil também ver nossa vida com algum distanciamento, como se estivéssemos num balão observando a terra, vemos o labirinto complexo, mas também conseguimos ver que a saída dele não está tão longe nem é tão impossível de ser alcançada. É difícil conseguir ter esse tempo no meio do furacão, pode acontecer por acaso, mas se não, acho que vale a pena o esforço.

sábado, 20 de agosto de 2011

Corpo



Vendo o filme Cisne Negro, sobre a dura rotina de treinos e competitividade das bailarinas profissionais, eu só tinha um pensamento: como é lindo!! Lembrei de como eu era apaixonada por dança quando era criança. Eu queria ser bailarina, entre outras coisas, e passava o dia inventando passos, tentando fazer giros e ficar na ponta dos pés. Até conseguia fazer espacate! Não podia ouvir uma música ou eu mesma criava minhas melodias e saia dançando por aí...

Com o tempo fui parando - nos querem sentadas, estudantes, bem comportadas. Depois me convenceram que eu era uma negação para os esportes só porque nunca gostei nem aprendi a jogar vôlei. E não importava que eu nadasse bem, que fosse uma boa goleira e vencesse os campeonatos da escola. Era preciso saber o jogo "de meninas" que seria o único de todas as aulas. E me escolhiam por último nos times, e algum professor babaca de educação física já achou que se me desse um monte de bolada eu perderia o "medo". A gente acaba acreditando que não leva mesmo jeito pros esportes, nem pra mexer o corpo. Os movimentos vão endurecendo, se fechando, a dança, o ritmo , tudo parece que vai se perdendo e enferrujando.

Depois disso, outros amigos, outra escola, descobri que podia jogar basquete, ganhar campeonatos com meu time de amigas, discutir esquemas táticos e me divertir muito com tudo aquilo. Mas mais uma vez vêm os estudos, o vestibular, a faculdade, o trabalho...

Quando resolvi me inscrever na capoeira, e nem sei explicar direito o porquê da escolha, fiquei completamente encantada. A música, a dança, o jogo, a brincadeira e a gente amiga. Tanto que apesar das imensas dificuldades continuei e continuo. Adoro a sensação de liberdade de movimentos - o corpo solto que dança, joga, desafia e brinca -, mesmo que seja mais fácil vê-la no jogo dos outros. No final, ainda tem a alegria das rodas de samba!

Nessas férias, após uma oficina de danças brasileiras e contemporânea, constatei que eu realmente quero isso na minha vida. Em casa, percebi de novo aquele rodopio na cozinha, aquela brincadeira com o pé voltar ao corpo sem precisar nem de músicas. De repente, tudo fez sentido: o gosto pelo teatro, pela capoeira, pela dança, até assistir Faustão no domingo por causa da Dança dos Famosos! Não eram excentricidades, eu sempre gostei de tudo que envolvia movimento, trabalho de corpo. Fui enganada na escola quando disseram que aquele não era meu mundo. Mas não mais!

Estou procurando um curso de dança para adultos iniciantes, pensei em balé clássico ou dança contemporânea, mas também pode ser danças brasileiras, afro, salsa, baião, retornar ao teatro... Sem maiores ambições que recuperar essa parte de mim que me faz tão feliz, que faz eu me sentir livre e próxima daquela coisa que somos e estamos sempre buscando não perder, mas que tem sido tão desprezada nessa rotina de trabalho no computador.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Art Project by Google

Já tinha ouvido falar que o Google tinha lançado uma espécie de "museum view" (quase street view). É muito interessante o projeto. Podemos ver detalhes de grandes obras devido à alta resolução que o aplicativo permite. Também é possível passear dentro do museu. Pelo que percebi, ainda são poucos os museus disponíveis, mas há alguns muito importantes, como o MoMA (aquele que recentemente exibiu uma performance suuuuper alto astral da Yoko Ono ¬¬). Bem legal para a gente seguir e pagar de admiradores de grandes obras incompreensíveis (piadinha; é só estudar, como tudo na vida).
Abaixo, a reprodução de uma obra de Paul Gauguin. Pelo que me lembro dos meus desleixados métodos de estudo (ler o Argan na comodidade de se estar deitada na cama, pedindo pra dormir), o Gauguin foi um cara que não aguentou a vida alienante de Paris e resolveu ir para um país asiático (exótico?) de pessoas conectadas com a natureza. Daí as cores vibrantes de suas obras, muitas flores e nativos. Bom, a história não é só isso, é bem mais complexa. Segundo meu professor, a vida do artista é sempre muito difícil, principalmente por questões internas.






Na National Gallery está a obra The Ambassadors de Hans Holbein the Younger. Esse quadro é famoso por conseguir driblar uma censura (não sei de quem, acho que da Igreja Católica ou da Realeza) e apresenta uma mensagem subliminar no centro-inferior da tela. Parece uma coisa estranha, mas olhada de determinado ponto de vista, vê-se um crânio.

vejam a ceveirinha ali, disfarçada.

delathe do quadro


vista interna do National Gallery

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Raízes aéreas

Esta coluna já é antiga, mas eu gostei muito e queria compartilhar com vocês. Fala sobre como o mundo é grande, sobre largar as seguranças, da maldade, mas também da beleza que pode ter em cada lugar...

Minhas raízes são aéreas: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI228050-15230,00.html

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quatro rodas, mil problemas

Essa história é realmente muito triste. Mas sinceramente não acho mais triste do que a nossa. Do que a nossa história de fome, de miséria, de pessoas que não sabem ler...

Claramente minha visão é parcial... mas minhas opiniões são baseadas na minha experiencia de vida. Ninguém da minha família tem carro, e não por escolha, mas porque, até agora, temos menos chance de ter um carro do que os cubanos citados na reportagem.

Mas uma coisa eu tive: educação. Não das melhores, é claro, mas o estudo sempre foi incentivado na minha casa, e foi com ele que consegui entrar na USP, ir para os EUA, trabalhar...

Mas eu fui agraciada de ter nascido em um lar assim, muito diferente da maioria dos meus amigos de infância, que não tiveram a oportunidade de estudar porque tinham d ir trabalhar cedo para ajudar em casa...

Quando vejo a vida que eles levam, pegando ônibus lotado (não sei se vc já teve esta experiência, mas para mim é pura tortura) levanto até 3 horas para chegar ao trabalho, e reproduzindo para os filhos a mesma infância que tiveram, se não pior, sem nenhuma chance de sair dessa situação. Um ciclo vicioso de miséria e desigualdade. Quando vejo isso, sinceramente gostaria que meu país fosse como Cuba. Concordo que não é o paraíso, mas pelo menos vc não tem que pegar o ônibus lotado todo dia e ver o empresário com seu motorista dirigindo no ar condicionado e pensar: só porque nasci em um lar diferente que estou nessa situação, sem nenhuma chance de sair dela. Puro imobilismo social.

Enfim, é isso. Acredito que muitos cubanos odeiam a situação de seu país e fogem de lá com a esperança de ter o "American way of life". Sem dúvida os bens que o capitalismo pode te dar são muito atraentes, mas infelizmente não é real para a grande maioria da população.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

TEATRO JORNAL

TEATRO JORNAL UMA RESPOSTA ESTETICA A INVASAO DO CEREBRO

sexta, sabado e domingo dias 16,17,18 de Setembro de

Localização: Centro de Teatro do Oprimido (Rio de Janeiro – BRASIL)

Inscrições: claudiasimone@ctorio.org.br e moniquerodrigues@ctorio.org.br

Valor: R$300,00

TEATRO JORNAL foi uma resposta estética à censura imposta, no Brasil, no início dos anos 70. A proposta da oficina é fazer um percurso em algumas técnicas de Teatro jornal, analisar sua utilização na discussão das notícias que são veiculadas nos jornais, revistas, rádios e TVs, para explicitar as manipulações utilizadas pelos meios de comunicação estimulando a criação de uma nova estética a favor dos oprimidos.


Alguém topa? Vamos, vamos?

2º FESTIVAL FLASKÔ FÁBRICA DE CULTURA 12 a 14 DE AGOSTO / 2011

Muito bacana este festival!!! Com saídas gratuitas da USP e da UNICAMP!! Vai ter teatro, musica e visita à fábrica ocupada pelos operários!

domingo, 31 de julho de 2011

Pó branco no quarto escuro

Imagens embaçadas.

A lembrança confusa de uma discussão idiota. Nervos agitados, mãos trêmulas e as pupilas tão grandes. A poeira nas ruas, o cinza no preto da noite. O pó branco no quarto escuro. Olhos vermelhos e a cena sem cor.

domingo, 24 de julho de 2011

Cativos

Ele já estava velhinho, doente e a gente já esperava. Também dava trabalho. Por isso, não achei que fosse ficar tão triste quando ele morreu. Mas fiquei. Era um pedaço da minha infância, da adolescência, amigo de histórias engraçadas e causos. Mas o que mais doeu foi pensar que eu, fora de casa, tinha a minha vida, mas ele não. Pensar que todo seu amor e amizade eram para nós, mas que não poderiam ser mais para mais ninguém.
E me pergunto que direito temos nós de manter um animal em nossas casas desse jeito? Nós cuidamos bem, alimentamos e damos carinho, mas tiramos dele a liberdade. Eu sei que essa é uma discussão apenas retórica, que não dá para criar nossos animais soltos por aí, porque construímos um mundo muito perigoso até para nós mesmos. Também sei que não tê-los não vai resolver nada (principalmente se eles foram adotados e não comprados, o que eu defendo) e pode até atrapalhar, pois com mais animais soltos nas ruas, os riscos de sofrerem maus tratos, atropelamentos etc, é muito maior. Mas é um peso que vamos continuar a carregar, todos, como espécie que mantém presos até os seres que ama.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Animais e humanos: uma relação complicada

Quais são os limites desta relação? Mudei de opinião diversas vezes sobre este assunto. Quando criança não tinha muitos problemas em definir esta relação, não via diferença entre entres os animas e humanos.
Com o passar do tempo fui descobrindo de onde vinha a carne que comia, a lã e o couro que me vestiam e o transporte feito nos lombos dos pobres equinos e bovinos, sem falar e claro nos pets. A partir dai comecei a perceber que existiam duas categorias, a dos explorados e a dos exploradores. Acredito que para aplacar a angústia que tinha de ver o outro ser vivo sofrer, inconscientemente coloquei os animais em um patamar diferente dos seres humanos, considerando-os somente como seres irracionais desprovidos de qualquer privilégio que os seres racionais pudessem ter, permitindo assim sua continua exploração sem peso na consciência. Não que a partir dai passasse a judiar dos animais, nunca gostei disso, mas conseguia continuar comendo minha carne normalmente.
Há alguns anos, depois de tomar mais conhecimento do sofrimento dos animais na produção de alimentos, vestimenta etc para os humanos, passei a me questionar novamente se essa atitude era aceitável, mesmo para seres em patamares inferiores ao do humano. Passei a questionar este patamar também. Quem foi que decidiu quem explora quem? Apenas porque somos mais fortes temos este direito? Não somos todos seres vivos? Sentimos dor, prazer, alegria, raiva... Moramos no mesmo planeta e dependemos uns dos outros. O que nos faz melhores? Somos todos terráqueos. O documentário "Terráqueos" diz exatamente o meu sentimento nos últimos tempos e minha revolta com a exploração dos mais fracos, sejam humanos ou animais. Sempre me questiono se um mundo com mais harmonia e respeito seria possível se tentássemos...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O caminho mais longo

Preciso contar o motivo das minhas noites em claro e do meu sono diurno. Ele se chama Nick Hornby. Para ser mais específica, estou falando de seu livro Uma longa queda (Editora Rocco), que não me deixou dormir direito enquanto eu não acabei de ler.

Quatro pessoas muito diferentes se encontram no alto de um afamado prédio Londrino na noite de Ano Novo. Mas não era para uma festa moderninha. Na verdade, eles pretendiam se jogar de lá, os quatro. A presença dos demais, porém, acabou com a solenidade do momento. Na falta de coisa melhor para fazer eles começam a discutir e iniciam uma espécie de competição para ver quem é o mais desgraçado.

São os quatro personagens que nos contam a história, cada um pela sua perspectiva, sempre muito distintas. Maureen, uma senhora que cria sozinha o filho que vive em estado vegetativo, é de uma inocência inacreditável, Jess é uma adolescente mais perdida que a média, verborrágica e surtada, Martin é um apresentador de TV decadente e envolvido em escândalos, mas que se acha inteligente e irônico, e JJ, um ex-aspirante a astro do rock que virou entregador de pizzas e não sabe onde colocar a vida que sobra.

Daí, a história poderia ter virado um novelão sobre a força da amizade unindo os quatro, mas a verdade é que eles se insultam o tempo todo, não se identificam com os outros, nem se consideram amigos. Acho que eles continuam juntos porque não têm muitas opções e já foram tão sinceros que podem dispensar as máscaras.

É legal ver como a vida de todo mundo é complicada, mas que também poderíamos fazê-la mais simples. E às vezes basta estar mais perto dos outros, mesmo que tão diferentes, eles não tem uma fórmula na mão para resolver nada, mas isso ajuda a fazer o mundo girar. E a olharmos um pouco mais para fora do umbigo.

Pode não parecer, mas o livro é engraçado. O tal do humor inglês, creio eu. Lembro de um trechinho, para exemplificar, mais ou menos assim:

" - Queria ser menos idiota, disse. Era para ser engraçado, mas ninguém riu."

O Mundo Mágico de Escher

O Mundo Mágico de Escher

19 Abr a 17 Jul
Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | CCBB SP
Horário: Terça a quinta - 09h às 20h | Sexta a domingo - 09h às 23h

A mostra reúne 94 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. Escher ficou mundialmente conhecido por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano e explorações do infinito. Escher foi um gênio da imaginação lúdica e um artesão habilidoso nas artes gráficas, mas a chave para muitos dos seus efeitos surpreendentes é a matemática, utilizada de uma forma intuitiva. A exposição mostra de forma analítica o desenvolvimento da obra gráfica do Escher em uma carreira de mais de 50 anos. Além disso, a exposição evidencia os efeitos de alguns fenômenos de espelhamento, perspectiva e matemática em diversas instalações interativas e lúdicas, além de um filme em 3D.

Últimos dias.


Informações
Data:19 de abril a 17 de julho de 2011Classificação:

Horário:Terça a quinta - 09h às 20h | Sexta a domingo - 09h às 23h
Local:Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares
Bilheteria:Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Ingressos:Entrada franca

terça-feira, 12 de julho de 2011

Destino




Qual a influência que a genética e o ambiente tem sobre o ser humano? Será que somos donos do nosso destino ou estamos fadados a seguir o caminho que nosso DNA e o meio em que vivemos traçaram desde antes de nascermos? Essa é uma discussão que vira e mexe tenho com amigos.

Não me agrada a opção de sermos meros fantoches na mão do "destino". Por isso, muitas vezes tento tomar as decisões que são mais improváveis, pequenas decisões, mas que fazem diferença no fim do dia... Pode ser que isso também seja um padrão do meu DNA e do meio em que vivo, mas para mim a vida fica mais divertida assim.

Com certeza nossa espécie será extinta antes de sabermos essa resposta... mas as divagações são válidas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

21 livros para baixar gratuitamente

Alexandre Dumas Filho - A Dama das Camélias

Aluísio Azevedo - O Cortiço

Antônio Frederico de Castro Alves - O Navio Negreiro

Antônio Gonçalves Dias - Canção do Exílio

Aristóteles - Arte Poética

Bernardo Guimarães - A Escrava Isaura

Dante Alighieri - A Divina Comédia

Euclides da Cunha - Os Sertões

Fernando Pessoa - Cancioneiro

Franz Kafka - A Metamorfose

Gil Vicente - Auto da Barca do Inferno

Henry David Thoreau - A Desobediência Civil

José de Alencar - Lucíola

José Maria Eça de Queirós - Contos

Ken Knab - A Alegria da Revolução

Luís Vaz de Camões - Os Lusíadas

Machado de Assis - O Alienista

Rui Barbosa - Obras Seletas

Sófocles - Édipo-Rei

Voltaire - A Princesa de Babilônia

William Shakespeare- Sonho de Uma Noite de Verão

O Ministério da Educação disponibiliza estas e outras obras no site:www.dominiopublico.gov.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

IX Fórum Regional de Educação Popular do Oeste Paulista



IX Fórum Regional de Educação Popular do Oeste Paulista -
VI Internacional
(IX FREPOP
- VI Internacional)

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE LINS (UNILINS) - LINS (SP)

DE 19 A 23 DE JULHO DE 2011

Tema Central:

EDUCAÇÃO POPULAR: UM PROJETO POLÍTICO E SOCIAL EM
CONSTRUÇÃO NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA
– UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL-

Temas Eixos:

I - Combatendo a violência;
II - Construindo a Economia Popular: solidária e autogestionária;
III- Resistindo e re-significando nas comunidades: originárias, quilombolas e camponesas;
IV - Articulando as redes de Informação para a organização social;
V - Promovendo a sustentabilidade alternativa do meio-ambiente;
VI - Conquistas e lutas da mulher na sociedade
VII - Infância, Adolescência e Juventude: construções e desconstruções;
VIII - Organizando a Educação Popular como política pública na saúde, na educação, no campo, na cidade, nas comunidades originárias, quilombolas e camponesas.

http://www.frepop.org.br

domingo, 3 de julho de 2011

DANÇA NO MOSAICO - DANÇA CONTEMPORÂNEA


DANÇA NO MOSAICO - DANÇA CONTEMPORÂNEA

SESC Pinheiros
Dia(s) 05/07, 13/07, 21/07, 29/07
Terça a sexta, das 19h30 às 21.
Aula aberta com música ao vivo, em que a Cia. de dança Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira trabalham com os participantes a confluência entre a dança popular brasileira, o balé clássico e a dança contemporânea. Ginásio Mosaico. 4o. andar.


Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Militância teatral na periferia

Entre os dias 7 e 31, o Teatro da USP (Tusp) promove a Mostra Militância Teatral na Periferia, com apresentações teatrais, exibição de vídeos e debates. No dia 7, às 19 horas ocorre a abertura oficial e apresentação do vídeo documentário Pulsações Periféricas, – com direção de Amilcar Claro, curadoria e roteiro de Sebastião Milaré. E, às 20 horas, a mesa-redonda sobre Dramaturgia, com a participação de Adaílton Alves, Fábio Resende, Luiz Carlos Moreira e mediação de Ana Roxo.
Todos os eventos da programação são gratuitos. Há 96 lugares. Não há necessidade de inscrição prévia. Os eventos ocorrem no Tusp, que fica na Rua Maria Antônia, 294, Consolação, São Paulo. Há convênio com o estacionamento Mariauto, na Rua Maria Antonia, 176, R$10,00, por 3 horas.


Vamos?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fechar escola é crime! | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Fechar escola é crime! | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Preconceitos

Muito se fala sobre preconceitos de gênero, opção sexual, etnia, etc. As críticas na maior parte das vezes vêm das pessoas que sofrem o preconceito ou das pessoas com mais estudo e/ou com a “cabeça mais aberta” e conseguem ver a injustiça. Gostaria de falar de um preconceito que sofri e sofro até hoje, mas que não é muito discutido. Sou protestante, evangélica, crente. Quando era criança sofria com as piadinhas e exclusões dos amiguinhos e da família de maioria católica. Já adulta, na universidade, o preconceito continuou, com o desprezo nos comentários, como se os crentes fossem menos inteligentes pela escolha da religião. O engraçado é que no meio acadêmico, tudo é legal, ser espírita, da umbanda, católico, religiões orientas etc, mas se você for crente é um cabeça fechada. Por causa da minha experiência, vejo que só enxerga o preconceito quem passa por ele. Por ter sofrido com o preconceito é que apoio homossexuais, mulheres, negr@s, pessoas de todas as religiões etc. Em uma sociedade igualitária não deve haver lugar para exclusões e julgamentos infundados.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Obama’s task: maintaining support for Afghan war

www.washingtonpost.com
In announcing troop withdrawals, Obama’s challenge will be to build the case to continue fighting — and funding — the war for several more years.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Só o que precisa é procurar saber

Texto do início do ano, mas que ainda vale muito a pena, da excelente professora Tânia:


Carta aos meus alunos, por Tânia Macedo, professora da Letras-USP

Muitas vezes, quando em minhas aulas as utopias são referidas (Revoluções africanas, o 25 de Abril, por exemplo), o desdém preenche a sala, seguido de um desânimo que, uma vez, foi verbalizado por um aluno: “Isso tudo ocorreu há tanto tempo! Hoje somos diferentes, estamos em outro momento. Não acreditamos mais em nada, não queremos saber de nada”.

Longe de ler essa resposta como um conflito de gerações, tomo-a como indício da situação em que o capital, com a sanha consumista, traduziu-se na rapidez dos relacionamentos, das “amizades” que se formam ao toque de uma tecla que leva ao Facebook ou ao Orkut e se desfazem com a mesma facilidade,à torrente de informação e à pobreza de experiências, que conduziram à descrença, ao imobilismo e aos finais de semana regados a ecstasy e outros “paraísos artificiais”. Será realmente impossível acreditar?

Escrevo-lhes porque uma série de acontecimentos recentes apontam para o florescimento do comunitarismo que sobrepuja a subjetividade auto-centrada, a “ego-trip” e o imobilismo. Falo, é lógico da Revolução do Jasmim e do que se passou no Egito nos 18 dias entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro de 2011. Para muitos são apenas notícias de lugares distantes, daquelas que inundam a sua sala de visitas a partir da luz bruxuleante das televisões.

Esperem! Tenham um pouco mais de paciência. Esses acontecimentos merecem muita, muita atenção. Que tal iniciarmos como uma personagem de Luandino Vieira que diz: “É preciso dizer um princípio que se escolhe: costuma se come-çar, para ser mais fácil, na raiz dos paus, na raiz das coisas, na raiz dos casos, das conversas.”?

Então, podemos dizer que tudo começou com um ato desesperado de um jovem tunisiano, Mohamed Bouazizi, que não podendo mais sustentar sua família com a venda de frutas na rua, confiscadas por policiais corruptos, ateou fogo ao próprio corpo em protesto. Outros jovens entenderam o significado do ato e a partir de movimentação intensa, tomaram as praças. Se foi o desespero que impulsionou o movimento, a comunicação entre os seus participantes foi bem ao gosto de vocês: pelos celulares, computadores, IPods. E houve canto, e houve rezas, mas também gás lacrimogêneo, pedras, tiros e mortes. Muitas mortes. Não nos iludamos, pois as mudanças de fato cobram o seu salário em sangue.

E o ditador da Tunísia, Bem Ali, apesar de apoiado pela França, Espanha e Itália, não resistiu à pressão dos que saíram às ruas e caiu. Mas quando se sente o sabor da liberdade e se tem consciência da força do coletivo, não é possível parar. Foi então a vez do Egito. Dezoito dias da massa enfrentando tanques e a pressão internacional de países como Estados Unidos e Israel.

E se Obama, no primeiro momento disse: “Mubarak é um bom homem. Ele fez coisas boas. Manteve a estabilidade. Continuaremos a apoiá-lo porque é um amigo”, teve depois aceitar a derrota que a população egipcia lhe impôs, porque a Praça Tahrir se encheu cada dia mais. E como na Tunísia, houve luta, orações, cânticos e mortes que derrubaram o ditador Mubarak o qual, com seus acordos de paz com Israel, permitira que se fechasse a faixa de Gaza, condenando o povo palestino à mais aviltante miséria.

No momento em que lhes escrevo Iêmen e Argélia começam as manifestações. Prestem atenção. Uma corrente de crença e ação se alastra. Os seus elos mais fortes são jovens como vocês: com a mesma vontade de dignidade, emprego e felicidade. Pensem nisso quando lhes pedirem para participar de um Ato Público, assinar um documento pela melhoria do ensino ou discutir sobre os problemas da Universidade e da nação.

Lembrem, um pouco só, do texto de Luandino que lhes citei acima e que também diz: “Os pensamentos, na cabeça das pessoas, têm ainda de começar em qualquer parte, qualquer dia, qualquer caso. Só o que precisa é procurar saber.”

Procurem, ao menos, saber. Depois fica mais fácil agir.