quinta-feira, 26 de abril de 2012
A música criou um lugar onde ela podia se refugiar. Como uma concha de som em que entrasse e se deitasse e lhe falassem ao ouvido, sem palavras, tudo que ela sentia e não saberia dizer, e aquilo que não sentia, mas precisava. Era um abraço quente que entrava pelos ouvidos, mas dava voltas no estômago.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ícaro

Tudo é mais colorido perto do sol, é para lá que eu vou! Voando, voando... será que chego lá? Céu imenso... vácuo... nada... é tudo que vou encontrar no caminho... vou me deixar guiar pela tua luz! Brilhante, radiante, branca, queima minhas retinas, mas não consigo parar de te desejar. Quando te encontrar vou me envolver no calor do último abraço e me tornar um contigo...
quarta-feira, 7 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Um sussurro no ouvido
Por que vou fazer um trabalho com antecedência e bem feito se posso fazê-lo rápido, na pressão e mal feito?
Imagem retirada de http://melroazul.wordpress.com/2011/04/06/procrastinar/
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Um dia eu apontei para uma cidade no mapa e fui atrás dela. Era longe daqui, frio, estranho, mas eu achei que assim seria mais divertido.
Hoje eu aponto para um lugar aqui mesmo, mas é tão difícil chegar! Onde ficava mesmo? Aquele estado que eu preciso visitar constantemente para não esquecer que existe ?
Hoje eu aponto para um lugar aqui mesmo, mas é tão difícil chegar! Onde ficava mesmo? Aquele estado que eu preciso visitar constantemente para não esquecer que existe ?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Vídeo muito bom sobre a mulher na mídia!!
E a segunda parte:
Achei muito interessante a parte em que ela fala sobre como a objetificação da mulher (e dos negros, dos homossexuais...), sua desumanização é o primeiro passo para a violência contra ela. Sem falar na pornografização do sexo, a sexualização da violência e das crianças feitas na publicidade! Ou seja, não dá para ir a fundo na luta contra a violência contra a mulher sem discutir a mulher na mídia e nas propagandas...
E a segunda parte:
Achei muito interessante a parte em que ela fala sobre como a objetificação da mulher (e dos negros, dos homossexuais...), sua desumanização é o primeiro passo para a violência contra ela. Sem falar na pornografização do sexo, a sexualização da violência e das crianças feitas na publicidade! Ou seja, não dá para ir a fundo na luta contra a violência contra a mulher sem discutir a mulher na mídia e nas propagandas...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
PM e outros assuntos
Essa questão da PM no Campus da USP me levou a pensar em alternativas para o problema da segurança dentro do campus, que aparentemente é o motivo de estarem lá. Por ser mulher me sinto mais vulnerável por ter de andar sozinha à noite. Em um dos blogs de debate a respeito do assunto uma "mulher" me sugeriu sempre andar acompanhada, que é mais seguro que confiar nesses "truculentos" da PM. Fico em dúvida se foi uma mulher que falou, pois esta sugestão é típica de uma mente machista que nos vê como o "sexo frágil". Me deixa muitíssimo irritada pensar que por ser mulher não posso andar sozinha por aí como os homens, sempre dependo de alguém para me proteger. Onde está a minha autonomia??? Como posso pensar em política se antes tenho que elaborar todo um plano para ir e vir sem estar desacompanhada. Enfim, este é um outro assunto... Voltando, um dos problemas dizem que é a falta de iluminação. Como andarilha, não acredito que seja, pois mesmo numa rua iluminada, se esta for deserta a violência pode acontecer. Outro problema seria a ocupação. Mas quem vai querer ficar zanzando pelo campus à noite, se não for estritamente necessário? A população de fora da USP? Com certeza não... Uma solução seria proibir a entrada de ônibus e carros dentro do campus, assim todos os alunos necessariamente deveriam ocupar o espaço. Seria uma solução bem melhor que a PM na minha opinião. Mas quantas pessoas será que estão dispostas a abrir mão do conforto em prol de sua ideologia?? Acredito que não muitas... Um outro problema é que a maioria das pessoas não está preocupada com a violência contra a mulher, nem mesmo as próprias mulheres. Falo isso pois em 2002 houve uma onda de estupros na USP e nenhuma mobilização se quer aconteceu em prol do reforço da segurança lá dentro. Será que consideram o estupro um crime menor? Ou será que continuamos sendo menos importantes para a sociedade? Agora quando um rapaz, branco, com carro blindado, estudante da FEA morre, aí devemos passar a nos preocupar com a segurança. O que vejo é uma grande injustiça de todos os lados, todos pensando em seus próprios umbigos... tantos os estudantes contra quanto os a favor da PM... Pergunto, por que não lutar por uma nova segurança, por um projeto de lei que puna os policiais violentos etc, ao invés de lutar pela retirada deles?? Acredito que seja o caminho mais curto em vistas a autonomia da universidade, exatamente como a reitoria pensa, a PM é o caminho que dá menos trabalho para a garantia da segurança... Mas vamos continuar a repetir este padrão que criticamos tanto no governo? Por isso cada vez me decepciono mais com a luta estudantil...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
medo esquisito
Eu tenho uma coisa de ficar experimentando meus medos ou dores. Quando estou com um machucado, alguma parte dolorida do corpo, sem intencionar, tenho o costume de ficar apertando. Não acho mesmo que seja um pouco de masoquismo ou algo assim. Concluí que faço isso no sentido de "ver se ainda está doendo, se já está sarando" ou "tá vendo? tá doendo mesmo, não é imaginação minha. caramba, dói mesmo". Quando eu era criança e lavava roupa, havia um balde grande e azul escuro na minha casa. Se estava cheio de água, não dava pra ver o fundo do balde, pois ficava tudo escuro. O meu medo era colocar o braço lá dentro. Eu colocava e ficava ali observando que eu tinha mesmo medo daquilo, que minha mão estava lá no fundo infinito e "se aparecesse um jacaré aqui?" Não era um medo grande, mas se eu perdesse a concentração de que era um balde apenas, eu tirava o braço sem pensar. Medo do escuro também sempre existiu, mas esse é mais dolorido de enfrentar, pois se tento me concentrar no escuro, vai ficando pior rs Mas outro medo de que quero falar aqui é um fraquinho, mas bem incomum. No bairro da minha infância, há uma região de chácaras pro fundo da casa em que morei. Cheguei a andar naqueles caminhos, basicamente uma longa estrada de terra que conheci até a altura de uma instituição do Seicho-no-ie. Além dali eu me perguntava o que viria e queria que viesse uma cidade, um centro com muitas pessoas. Quando surgiu o google maps, fui lá ver o que havia a mais ao longo daquela estrada e até onde me levaria. Dei o maior zoom que podia e segui em frente, fui "andando andando" e de repente, da estrada, caí direto numa mata fechada e bem verde. Foi um medinho na hora. Um pequeno desespero de estar perdida ou sei lá o quê. Nem lembro o que fiz, se fechei a janela ou diminui o zoom, ou se fiquei observando o que estava sentindo. Só sei que até hoje, a fim de verificar meu pequeno medo, fico dando zoom em áreas verdes e áreas de água. Essas últimas são mais terríveis, nunca avancei em alto zoom pro meio do oceano e raras vezes deixei que a água ocupasse a tela inteira. Também ainda não tentei ver a Amazônia de perto. É um medo que consigo enfrentar, mas se estou distraída navegando e caio nessas áreas verdes ou do litoral, vou levando pequenos sustos. O último deles foi ontem. Resolvi ver como era o google earth. Abri o programa e vi a terra. Dei um clique em cima e veio aquele zoom incontrolável, meio 3D, direto da parte azul. Cerrei os olhos e fechei a tela. Fui postar no feice e mais tarde veio a ideia de pesquisar no google : medo google maps. O que encontrei foi isso:
Anyone else have this ultra weird phobia?
How do I even begin to explain this. Christ, here goes nothing... When I look at satellite photo's or Google Maps or something, and the satellite is focused over a large open area of water, I completely freak the fuck out. I don't mean that I get a soft chill and that's it, I mean I completely freak out and get scared shitless. If you find the name of a small island in the middle of an ocean and type it into Google Maps or Google Earth or something similar, it completely scares me looking at the water to the point where I start shaking and I close the page automatically.
It's not because of heights, if I look at a image of open ground such as a desert or a city, I'm fine. It's just something about looking at real satellite images of open water. I don't mind water, I love swimming and I am not afraid of water in general.
Oh fuck, I'm not alone am I?
It's not because of heights, if I look at a image of open ground such as a desert or a city, I'm fine. It's just something about looking at real satellite images of open water. I don't mind water, I love swimming and I am not afraid of water in general.
Oh fuck, I'm not alone am I?
Fobia a ver agua desde la altura!
Hola a todas! Realmente no sé de dónde provino este comportamiento en mí, pero no puedo ver agua en poca o gran cantidad desde la altura... Por ejemplo: Desde un avión, o mirando el mapa de Google Earth... uy no, es imposible que vea esa mapa satelital si hay agua en la imagen.
Es increíble pero cierto, y no sé por qué se dará. Soy una persona sociable, lo que se podría llamar "completamente normal", pero me pongo loca y me agarra pánico cuando veo agua desde mucha altura y no sé qué hacer!
http://foro.enfemenino.com/forum/f218/__f2218_f218-Fobia-a-ver-agua-desde-la-altura.html
Google earth, weird phobia?
Whenever I'm on google earth it makes me feel so sick and i feel very scared, Its ok when its zoomed in to all the houses, but when its going across the countries and looking at all the sea and all that its horribl. Does anyone have any idea why this could be?
Oh and please don't just say don't go on Google Earth because I have to because we use it loads at school.
http://uk.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091117084226AAZMLmP
Há outros textos também, embora poucos. E não encontrei nada em português, sou a pioneira do assunto no Brasil rs
Abaixo, cena de horror! Na verdade, a cena assim estática não, mas melhor não ver dando zoom nessa área. Não é medo de altura, acho que é do desconhecido ou da imensidão.
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